Se você ainda não se testou para saber se está com a COVID-19 ou se teve contato com o vírus em algum momento, pelo menos alguém que já tenha feito, você deve conhecer.
O fato é que, mesmo apresentando os sintomas característicos da doença - sendo os mais frequentes febre, tosse, dor de garganta, dificuldade respiratória, perda de olfato ou paladar -, só se pode ter certeza sobre o contágio, realizando os testes.
Por isso, é de extrema importância um diagnóstico rápido e preciso, com a realização de teste para identificar a presença do coronavírus no organismo. Uma informação importante é de que para se fazer o teste, é necessária uma indicação médica.
Sabemos que no Brasil, o acesso aos testes não está sendo tão fácil. Se o mesmo não for realizado através do SUS gratuitamente ? onde se passa por alguns critérios antes de fazê-lo -, é preciso pagar para realizar o teste. Como existem diversos tipos disponíveis, é importante entender a diferença entre eles antes de escolher a melhor opção, caso você precise realizar esse exame.
Como existem diferentes fabricantes, existem diferentes qualidades dos materiais. Para melhor avaliação, estes testes precisam ser validados para verificar o desempenho dos mesmos. Lembre-se sempre de se certificar se os testes estão registrados e liberados para comercialização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (AVISA).
Para ajudar no esclarecimento quanto a esse assunto, vamos falar um pouquinho neste artigo, sobre as diferenças entre os testes disponíveis no mercado atualmente.
Teste RT-PCR
Considerado o ?padrão ouro? ou ?padrão de referência?, o RT-PCR, ou teste molecular, que pesquisa a presença do ácido ribonucleico (RNA) viral, que é o material genético do vírus SARS-CoV-2 e que dura cerca de duas horas para ser executado em estrutura de laboratório.
Esse teste identifica o vírus apenas no período em que ele está ativo no organismo, e as amostras são coletadas através de swabs (cotonetes) de nasofaringe (nariz) e orofaringe (garganta). Deve ser feito em unidades hospitalares, clínicas ou laboratórios de análises clínicas. É indicado que a coleta seja feita entre o terceiro e o quinto dia após o início dos sintomas.
Testes Sorológicos
Também existem os testes sorológicos (estes realizados em amostras de sangue coletadas e encaminhadas para serem processadas em equipamentos no laboratório) e os rápidos (a amostra de sangue é obtida através de uma lancetada na ponta do dedo, sem a necessidade de estrutura de laboratório) que pesquisam a presença de anticorpos. É o mais indicado para detectar uma resposta imunológica do corpo em relação ao vírus SARS-COV-2, caso o paciente tenha apresentado os sintomas há mais de 10 dias.
Enquanto o RT-PCR deve ser realizado no início da doença, os testes sorológicos são feitos a partir da segunda semana, quando a quantidade de vírus diminui progressivamente e o indivíduo produz anticorpos contra o vírus.
Ele é feito através de uma coleta de sangue e permite identificar pessoas que estão infectadas no momento ou já foram infectadas previamente. O uso de testes sorológicos, até o momento, é mais indicado para auxiliar a identificar grupos ou populações que já tiveram contato com o vírus.
Lembre-se que para a maior confiabilidade dos resultados não basta ter os testes em mãos: é preciso saber a hora certa de aplicar e em qual situação. Cada teste tem o período adequado para ser realizado, por isso é importante procurar um especialista para que o teste correto seja indicado, de acordo com a necessidade.
Esperamos ter ajudado a tirar as dúvidas sobre os testes disponíveis hoje para verificar o contágio pelo coronavírus.
E você, já fez algum teste?