O diabetes é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas no Brasil. De acordo com o 9º Atlas da Diabetes de 2019, levantamento realizado pela International Diabetes Federation (IDF), revela que 3 em cada 4 pessoas convivem com a doença no mundo, um número de 352 milhões de pessoas, entre as idades de 20 e 64 anos.
Neste levantamento, o Brasil ficou em 5º lugar no ranking, apresentando um número de quase 17 milhões de pessoas com diabetes, ficando atrás apenas de China, Índia, EUA e Paquistão. Este é um número alarmante e a tendência para os próximos anos, de acordo com o Atlas é de um aumento considerável no número de pessoas que irão apresentar a doença. De acordo com o estudo, em 2030 o Brasil estará com 21,5 milhões de diabéticos e em 2045, 26 milhões.
É importante ressaltar que, sem diagnóstico as pessoas não se cuidam, e que futuramente, podem ter graves complicações. Quando não tratado, o diabetes pode aumentar o risco de complicações como doença renal,?disfunção sexual, problemas oculares e cardiovasculares. Apesar disso, estima-se que 50% das pessoas com diabetes não sabem que têm a doença.
É preciso estar sempre atento aos principais fatores de riscos que podem ocasionar a diabetes, para que a prevenção seja o primeiro passo. Caso apresente algum desses fatores, é importante fazer o exame para saber o diagnóstico o quanto antes. Entre os principais fatores de risco, se encontram:
E para que serve o exame de hemoglobina glicada?
Ele funciona como um teste de rastreamento da doença, auxiliando também no diagnóstico da diabetes e pré-diabetes.
Existe um pigmento que dá ao sangue a cor vermelha, denominado hemoglobina. No sangue, a glicose (açúcar) liga-se à hemoglobina, formando a hemoglobina glicada. Quanto maior for o nível de glicose na corrente sanguínea, maior será a ligação da glicose com a hemoglobina e, consequentemente, maior o nível de hemoglobina glicada.
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Como as pessoas com diabetes apresentam excesso de glicose no sangue, o exame pode ser utilizado para avaliar o controle da doença e também para auxiliar na identificação de pacientes que têm a doença e ainda não sabem.
Qual a diferença entre o teste de glicemia e o teste de hemoglobina glicada?
Para fazer o exame de glicemia, é preciso estar em jejum, diferente do exame de hemoglobina glicada. Além disso, a hemoglobina glicada reflete os níveis glicêmicos dos últimos 3 a 4 meses da hemoglobina HbA1C e revela se você está realmente controlando o diabetes. Já o exame de glicemia reflete os níveis de glicose da corrente sanguínea no momento do teste.
Para detectar o diabetes ou a condição de pré-diabetes (termo utilizado para indicar que o paciente tem potencial para desenvolver o diabetes) você pode fazer qualquer um dos exames.?No entanto, a combinação dos dois é o mais indicado. Importante ressaltar que os exames não definem o diagnóstico. Após fazer estes testes, é necessário consultar um médico.
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Agora que você já sabe o que é o teste de hemoglobina glicada, não deixe de realizá-lo, caso tenha identificado algum fator de risco. Além disso, não se esqueça de manter uma rotina de hábitos saudáveis, que são de extrema relevância para manter a saúde em dia e evitar doenças crônicas, como a diabetes.
Ficou com alguma dúvida? Não deixe de consultar um especialista!