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Estudo brasileiro reforça que a Covid-19 causa problemas cognitivos

 

Um estudo brasileiro, realizado no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor/FMUSP), mostra que disfunções cognitivas, como perda de memória recente, desequilíbrio e dificuldade de concentração, são efeitos tardios da infecção pelo coronavírus.  

 

Por ser uma doença completamente nova e desconhecida pela comunidade médica e científica, a cada dia que passa a covid-19 vem se mostrando mais perigosa ainda. Além de levar muitas pessoas ao óbito, a doença vem apresentando um número considerável de consequências, onde inúmeras pessoas que tiveram contato com a doença, apresentam sequelas em seus sistemas.  

 

A equipe liderada pela neuropsicóloga Lívia Stocco Sanches Valentin chegou a essa conclusão após analisar 185 pessoas ? com idades de 8 a 80 anos ?, entre março e setembro de 2020. Para isso, ela usou uma ferramenta chamada MentalPlus.  

 

O MentalPlus funciona quase como um videogame comum, jogado em um tablet. Mas em vez de só divertir, ele testa a memória, a atenção, a função executiva, a percepção visual e o controle inibitório. Há uma fase de avaliação, outra de reavaliação e dez de reabilitação.  

 

O estudo ainda está em andamento, mas os resultados iniciais acabaram de ser publicados, mais precisamente em fevereiro deste ano. Eles apontam que, em 80% dos participantes, o coronavírus provocou dificuldade de atenção, perda de memória, problemas com a compreensão e déficits no raciocínio e na execução de tarefas comuns do dia a dia.  

 

Essas sequelas podem atrapalhar as pessoas a realizarem tarefas simples do dia a dia, como dirigir, ler, limpar a casa etc.  

 

Nesse contexto atual, podemos dizer que a única prevenção ao contágio do coronavírus é utilizar a máscara, higienizar as mãos e manter o distanciamento social. É importante lembrar que ainda não existe tratamento precoce para essa doença e que a única forma de nos imunizarmos contra o vírus é através da vacina. 

 

Enquanto ela não chega para toda a população aqui em nosso país, é preciso que todos tenham consciência individual e coletiva, integrando em sua rotina as boas práticas de prevenção ao contágio do coronavírus. 

 

Fonte: saúde.abril.com.br