builderall

O Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla foi instituído pela Lei nº 11.303/2.006, com o objetivo de dar maior visibilidade à doença, informar a população e alertar para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da enfermidade que atinge cerca de 40 mil brasileiros. 


Celebrada pela primeira vez em 2006, a data foi fruto de muito trabalho da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla - ABEM - e visava buscar algo de representatividade nacional que aumentasse a visibilidade da Esclerose Múltipla, seus pacientes e os desafios por eles enfrentados no dia a dia. 


Esclerose Múltipla - EM - é um distúrbio autoimune, assim como o Lúpus ou a tireoidite de Hashimoto (a que causa o hipotireoidismo). Entretanto, a EM pode ser deflagrada por um vírus ou influenciada por fatores ambientais em indivíduos geneticamente predispostos, sendo o risco de desenvolver EM maior entre parentes próximos.  


Fatores de risco conhecidos incluem a menor exposição solar, sobrepeso ou obesidade na adolescência, tabagismo. Possivelmente a disbiose intestinal (distúrbio da flora intestinal) venha a ser incluída nesta categoria. 


Os ataques, chamados surtos ocorrem aleatoriamente, variando em número e frequência, de pessoa para pessoa. Os sintomas podem durar dias ou semanas e então desaparecer por meses ou anos.  


Os principais sintomas são: 


Tratamento: 

Embora ainda não exista cura para a EM, há tratamentos medicamentosos que buscam reduzir a atividade inflamatória e a ocorrência dos surtos ao longo dos anos, contribuindo para a diminuição do acúmulo de incapacidades durante a vida do paciente.  

Além do foco na doença, tratar os sintomas é muito importante para a qualidade de vida dessas pessoas. Os medicamentos utilizados, bem como todo o tratamento, devem ser indicados e acompanhados pelo médico neurologista de forma individualizada. 


Recomendações: 

Embora não altere a evolução da doença, é importante manter a prática de exercícios físicos, pois eles ajudam a fortalecer os ossos, a melhorar o humor, a controlar o peso e contra sintomas como a fadiga; 

Quando os movimentos estão comprometidos, a fisioterapia ajuda a reformular o ato motor, dando ênfase à contração dos músculos ainda preservados; 

O tratamento fisioterápico associado a determinados remédios ajuda também a reeducar o controle dos esfíncteres (músculos que controlam a eliminação de fezes e urina); 

Nas crises agudas da doença, é aconselhável que o paciente permaneça em repouso. 


A Esclerose Múltipla não é: 


A doença ainda não tem cura e seu tratamento consiste em atenuar os afeitos e desacelerar a progressão da doença. 

Fontes: Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde, e site esclerosemultipla.com.br.