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Dezembro Vermelho

 

 

Aprovada pelo Senado em outubro de 2017, a ?Lei 13.504?que institui a Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis - o Dezembro Vermelho -,  tem o foco na prevenção, assistência e promoção dos direitos humanos às pessoas vivendo com HIV/Aids. 

 

O período foi escolhido pelo Ministério da Saúde em razão do Dia Mundial contra a Aids, celebrado no mundo inteiro em 1º de dezembro. 

 

As ações do Dezembro Vermelho são realizadas em parcerias entre o poder público, sociedade civil e organismos internacionais, de acordo com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) para enfretamento da Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST?s). 

 

Apesar dos avanços nos últimos 30 anos de enfrentamento à doença, muito ainda precisa ser feito para reduzir a transmissão do vírus (HIV) causador da Aids. Por isso, a prevenção deve ser vista como a combinação de diversas estratégias. 

 

São realizadas, ao longo do mês de dezembro, atividades e mobilizações tais como iluminação de prédios públicos com luzes na cor vermelha; veiculação de campanhas de mídia; palestras e atividades educativas; e promoção de eventos.  

 

Considerando que a Aids, até o momento, é uma doença que não tem cura, portanto, é necessária uma proteção eficiente contra ela. 

 

Diferentemente do que muitos pensam ser HIV positivo não é o mesmo que ter AIDS. A AIDS é o estágio mais avançado da doença, é quando o sistema imunológico se encontra bem debilitado. Vale ressaltar ainda que a pessoa que evolui para a AIDS não morre por conta da doença em si. Por causar um grande impacto no sistema imunológico, o paciente fica sujeito a outras doenças e são elas que podem causar a morte do paciente.  

 

Assim sendo, é importante destacar que, não se morre especificamente de AIDS, morre-se das complicações geradas pelas doenças contraídas devido a debilidade do sistema imunológico.  

 

Um breve histórico sobre a AIDS 

 

Os primeiros casos de AIDS foram descobertos nos Estados Unidos, Haiti e África Central em 1977 e 1978, mas só foram classificados como a síndrome em 1982, quando se compreendeu melhor a doença. No Brasil, o primeiro caso foi diagnosticado em São Paulo, em 1980. As formas de transmissão da doença começaram a ser entendidas em 1982. 

 

Em 1991, iniciou-se a compra de medicamentos antirretrovirais para distribuição gratuita e, em 1993, o Brasil começou a produção do coquetel que trata a AIDS  (AZT). Somente em 1996 foi criada uma lei sobre o direito do doente de receber o medicamento gratuitamente, o que impulsionou a melhora da qualidade de vida dos milhares de infectados. O Brasil avançou na luta contra a doença e, em 1999, já disponibilizava 15 diferentes medicamentos para tratar a AIDS. 

 

Por que um mês para dar visibilidade ao combate a AIDS? 

 

É importante dizer que por muitos anos os portadores do vírus HIV e da AIDS sofreram preconceitos envolvendo o contágio e formas de transmissão, muitas vezes, por falta de conhecimento da população. Em 1985 começou-se a falar em comportamentos de risco em substituição ao termo ?grupos de risco?, como os portadores eram conhecidos.  

 

A AIDS, até o momento, é uma doença que não tem cura, portanto, é necessária uma proteção eficiente contra ela. Ao criar um Dia Mundial de Combate à AIDS, o objetivo era chamar a atenção sobre esse problema, desde sua prevenção até seu tratamento e acabar com o preconceito. 

 

Hoje, o Ministério da Saúde, estima que 900 mil brasileiros carreguem o HIV, dos quais 135 mil desconhecem serem portadores do vírus. Um número alarmante se levarmos em consideração que para o tratamento ser mais eficiente e não afetar a qualidade de vida do paciente é necessário fazer acompanhamento médico com medicamentos específicos. 

 

É essencial mostrar para a população que não se contrai AIDS com um simples aperto de mão ou abraço em um paciente. É importante mostrar também que uma pessoa com o vírus pode se relacionar e trabalhar normalmente.  

 

Além disso, deve-se lembrar, que a AIDS não é uma sentença de morte e que é possível viver bem com a doença. Porém, também devemos nos preocupar com sua transmissão, uma vez que é uma doença sem cura e que pode afetar a qualidade de vida de uma pessoa para sempre. 

 

Como sempre falamos por aqui, a melhor e mais eficiente forma de cuidado, é a prevenção. Previna-se e cuide também das pessoas que você ama! Ajude a espalhar e divulgar as campanhas do Dezembro Vermelho, para que outras pessoas também possam ficar por dentro da conscientização sobre a transmissão do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Ajude a dar visibilidade a esta causa!